Lançamentos Cinespaço 06/04/2012

O Coelho da páscoa deste ano traz novos filmes no Cinespaço Beiramar, além da abertura de bilheteria para dois eventos nos cinemas do Beiramar Shopping. Mas primeiro, vamos aos lançamentos e depois as novidades das nossas salas.

Contando com Julia Roberts no elenco, “Espelho, espelho meu” revisita a história de Branca de Neve e os setes anões, buscando um novo ângulo para contar a clássica história. Depois do sucesso no ano passado da adaptação live action para “Alice no País das Maravilhas”, recontar os clássicos infantis com um visual e ritmo mais apropriado para agradar as plateias de hoje tornou-se um novo filão.  Veremos se este vale a pena ou não amanhã, na crítica do filme.

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Outro filme é o brasileiro “Xingu”, de Cao Hamburguer, mesmo diretor do “O ano em que meus pais saíram de férias”. O filme conta a história de três irmãos numa missão desbravadora do Brasil Central, culminando na criação do Parque Nacional do Xingu. O diretor é muito bom, e seus trabalhos geram sempre elogios.

Pra quem anda com saudade do passado ou precisa de uma desculpa pra deixar as lágrimas rolarem, neste sábado tem pré-estreia da versão 3D do grande sucesso de James Cameron, “Titanic”.

Agora, como prometido, as novidades. A primeira delas é a abertura de vendas dos ingressos para o filme “Os Vingadores”, da Marvel. A película é uma das maiores apostas de Hollywood do ano, e é um filme de escala tão grande que merece a alcunha de “Evento”. Sim, este é um dos filmes-eventos do ano. Talvez o maior deles.

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A outra novidade é para os aficionados em futebol, principalmente no europeu. No dia 19 de maio, o Cinespaço Beiramar vai exibir a final da UEFA Champions League – ao vivo e em 3D. Uma oportunidade única, com ingressos já a venda na bilheteria do cinema do Beiramar.

É isso pessoal, muita coisa boa esta semana, e amanhã a crítica completa do filme “Espelho, espelho meu

Ciao!


Crítica: Fúria de Titans 2 – 3D, de Jonathan Liebesman

Produto é melhor que o original, mas ainda está longe de ser um bom filme.

blogbeiramar-furia_de_titans2-poster“Fúria dos Titans 2” não perde tempo. Logo nos primeiros minutos, o filme estabelece a história do filme anterior de forma bastante sucinta e acrescenta o problema do segundo filme. É rápido no gatilho e garante a atenção da plateia colocando uma cena de ação, que não faz exatamente parte da história logo na primeira sequência. Altera os personagens para que caiba no novo plot, como Zeus, que de Deus arrogante no filme original virou um pai amoroso com atitudes nobres. Se você estiver procurando uma boa história para ser seguida, o filme não chega a lugar nenhum. Como produto para diversão, garante uma boa matinê.

Nesta segunda parte, Perseus é convocado pelo pai, Zeus, para se juntar na batalha contra Kronos, que está sendo liberado por Hades e Ares (um filho rejeitado de Zeus) como forma de desafiar o poder do Deus maior, e dessa forma dominar os humanos. Num primeiro momento, o semideus Perseus resiste à ideia, pois prefere cuidar de seu filho à lutar uma guerra que não é sua. Mas o conflito logo chega mais próximo de sua família, e ele fica sem opção a não ser lutar.

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Há alguns pontos que foram melhorados neste filme. O 3D, agora foi a tecnologia base do filme, diferente do primeiro que foi convertido. A montagem do filme está melhor, com toda a peça fazendo um pouco mais de sentido, e sem tantas pontas soltas. Ainda assim, o filme perde pontos com um roteiro fraco e clichê. É estranha também a atitude moderna dos personagens. Próximo ao final do filme, Perseus, com uma pequena ajuda de seu primo, corre para sua amada e lhe rouba um beijo. Os dois encenam isso como se estivessem em um bar em Nova York, e não próximo ao Parthenon em um tempo distante do nosso. Desvirtua o filme e serve para mostrar como hoje alguns produtores e diretores esperam pouca inteligência por parte da plateia.

O filme se salva pela simpatia de Liam Neeson e Sam Worthington. Ralph Fiennes também ajuda, mas o seu resultado está longe das boas interpretações como costuma entregar. Efeitos digitais estão bem feitos e bem filmados e as cenas de ação tem uma boa coreografia. Mas a preguiça em inovar na história atrapalha a experiência do filme. O que resta não é um filme, mas um produto para um único fim de semana.

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“Fúria de Titans 2 – 3D”
(EUA, 2011. Direção: Joanathan Liebesman. Roteiro: Dan Mazeau e David Johnson. Elenco: Sam Worthington, Liam Neeson, Rosamund Pike, Bill Nighy, Ralph Fiennes. Gênero: Ação. Duração: 99min)

Onde: Cinespaço Beiramar, sala 3
Quando: 14h, 16h, 18h, 20h, 22h.
Filme legendado.

Cinematerna é sucesso!

A sessão do Cinematerna que aconteceu ontem no Cinespaço Beiramar  com o filme “Guerra é Guerra” teve a presença de 30 adultos – entre mães, vovós e até um papai! – e 20 bebês.

“Estou achando muito interessante poder ir ao cinema com meu filho de três meses. Não gosto de me poupar dos programas porque estou em licença maternidade”, explica a psicóloga Luciana Rosa, mãe de Joaquim.

O Cinematerna é um projeto que adapta salas de cinema para receber mães e bebês e a programação é eleita democraticamente pelas mães através do site www.cinematerna.org.br. É permitida a entrada de mães com bebês de até 18 meses. Papais e acompanhantes também são bem-vindos. As salas são mais claras e é oferecido um tapete de atividades para os bebês desenvolverem atividades paralelas enquanto as mães se distraem com a projeção nas telonas. A próxima exibição está prevista para o dia 24 de abril.

Crítica: Pina 3D, de Wim Wenders

Diretor alemão Wim Wenders usa de sentimentos recorrentes na obra de Pina Bausch para explicar a artista ao público. 

blogbeiramar-pina-posterPrimeiro fato concreto de “Pina” é a força artística que o documentário tem. Dirigido por Wim Wenders, autor cultuado tanto na Alemanha quanto nos Estados Unidos, a obra é feita totalmente em 3D, o que é incomum se tratando de um documentário. Além disso, a linguagem utilizada pelo diretor foge da estrutura recorrente para um filme informativo. Ainda assim, são as escolhas não convencionais do diretor que deixam a peça mais contundente e mais interessante para o espectador.

Pina Bausch foi uma coreógrafa alemã que criou dança com recursos de teatro e expressão corporal de forma diferenciada.Toda sua companhia – a  Tanztheater Wuppertal Pina Bausch –  era responsável pela criação das coreografias. Bausch compunha suas peças utilizando das experiências de vida e técnicas de cada dançarino de seu grupo.

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Esta faceta da artista fica clara no filme de Wim Wenders. Não há na obra características comuns de um documentário: não existem narrações de dados importantes sobre a coreógrafa, nem sua trajetória de vida. O diretor quer expor a arte e o meio em que ela se propagou. Ele mostra Pina por meio de suas danças e obras criadas, e também por meio de seus colaboradores do seu grupo de dança. São impressões, relances dos relacionamentos, o palco do teatro e  os parceiros que vão cedendo partes da história que tiveram com Pina e dessa forma montando um retrato vigoroso e poético da Artista, sem nunca ser “intelectual” demais.

A platéia, mesmo aqueles não acostumados com a linguagem da dança (que é o meu caso), vai aos poucos encontrando sentido no que está passando na tela. Algumas partes do documentário são segmentos inteiros das obras de Pina, como Café Muller, que tem grande destaque no filme (Café Müller é um dos pontos mais conhecidos da carreira de Bausch, já tendo sido gravado em película por Almodóvar, em “Fale com ela”). É instigante como os elementos utilizado por Pina começam a fazer a cabeça funcionar. E por mais surreal que as vezes suas peças pareçam, são claros os pontos abordados de tão forte que é a arte da dançarina.

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O diretor também faz um uso fantástico do 3D, com uma profundidade de campo dificilmente vista em filmes que utilizam a tecnologia. Não há aparentemente nenhuma tomada digital no filme, e as filmagens que ocorreram em ambientes abertos aproveitam da profundidade natural para dar um efeito imersivo à tecnologia. Um exemplo é no começo do filme, onde um palco de teatro é filmado um pouco além do limite da ribalta. Algumas fileiras de cadeira da platéia aparecem, fazendo uma fusão com as cadeiras do cinema e criando a ilusão para quem assiste o filme de se estar em um teatro, ao invés de uma sala de projeção.

Vale a pena conferir o documentário, principalmente pela qualidade dos artistas envolvidos. Alem disso, a obra e figura de Pina Bausch é rica o bastante para gerar curiosidade e reflexão. É um fruto raro que gera pensamento e entretenimento em medidas iguais. Sai do gueto da arte “superior” para se tornar algo que nos causa estranhamento em um primeiro momento, mas nos leva em uma viagem de beleza e admiração pelo o que o corpo humano – e ele próprio – é capaz de fazer.

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“Pina – 3D”
(Alemanha, França, Reino Unido,2011. Direção e roteiro: Wim Wenders. Elenco: Grupo de dança Tanztheater Wuppertal Pina Bausch. Gênero: Documentário. Duração: 103min)

Onde: Cinespaço Beiramar, sala 02
Quando: 14h, 16h30, 19h, 21h30
Filme legendado

Lançamentos Cinespaço 23/03/2012

blog beiramar-jogos-vorazes-posterFloripa está de aniversário! Nossa querida cidade completa 286 anos e nos dá de presente um feriadão para descansar e aproveitar o melhor que ela tem a oferecer. Tempo extra pra família, amigos e claro, para um cineminha no Cinespaço Beiramar.

Essa semana são duas estréias. Uma delas é o documentário “Pina 3D” do premiado diretor Win Wenders, que alguns anos atrás trouxe o filme “Buena Vista Social Club” e agora aponta sua câmera 3D e  seu interesse para a coreógrafa e dançarina alemã Pina Bausch. O diretor, que já foi indicado ao Oscar, concorreu este ano novamente com este documentário, mas não levou a estatueta. Mas merecia, e muito.

Uma curiosidade: pra quem não é tão fã de dança e não conhece o trabalho da coreógrafa, pode ter um primeiro contato através de Pedro Almodóvar. O filme do diretor “Fale com ela” de 2002, traz duas peças de Pina em seu filme, uma na abertura e outra no fim da película. É um trabalho curioso e interessante.

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A outra estréia é “Jogos Vorazes”, de Garry Ross. Num futuro próximo, os Estados Unidos estão sob um regime totalitarista, que cria competições entre jovens onde somente um poderá sobreviver. Uma jovem, Katniss Everdeen é eleita por seu distrito e deve ser preparar para ganhar a competição, e assim proteger sua irmã. O filme tem sido apontado como uma nova saga no estilo de “Crepúsculo”.

Amanhã a crítica completa de “Pina – 3D”.

E parabéns Floripa! 

Ciao!

Crítica: John Carter – Entre dois Mundos 3D

Filme conta com o diretor da Pixar Andrew Stanton. Promete ação, mas entrega romance e muito açúcar.

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John Carter é um veterano da guerra da secessão americana. Um dia, ao fugir de um combate entre brancos e apaches, ele descobre uma caverna que guarda um segredo. É ali, em um canto inabitado dos Estados Unidos que ele encontra, sem querer, uma entrada para um novo mundo. Lá, tem contato com o amuleto de Mathai Shang, uma entidade que planeja o controle de Marte e acaba sendo transportado para o planeta. Em meio a um conflito entre povos marcianos, influenciados pela mesma entidade que causou a entrada de John Carter no planeta vermelho, ele conhece a princesa Dejah Thoris, que busca uma salvação para sua cidade e seu povo, por quem se apaixona e que lhe serve de porta de entrada desta aventura.

“John Carter” em muito lembra aventuras recentes como Avatar. Porém, o filme é baseado na obra de Edgar Rice Burroughs, que lançou a partir de 1912 algumas histórias de John Carter na forma seriada em uma revista pulp. Em 1917, a história deu origem à série do escritor chamada Barssom(nome pelo qual Marte é conhecido por seus habitantes), e é desses livros que o filme, e a possível trilogia que este filme originará, foi baseado.

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Lynn Collins e Taylor Kitsch, protagonistas de “John Carter”

Para os que gostam de ficção espacial, esse filme é uma refeição completa. A produção é bastante esmerada e em alguns momentos lembra muito o estilo de “Star Wars”. Os habitantes de Barssom são variados, e vão desde pessoas com o aspecto como o nosso até criaturas totalmente criadas pelo universo da história.

O filme perde um pouco da força na história, que se resume a um sanduiche de romance e cenas de ação. Além disso, não há no filme nenhuma interpretação que mereça destaque, e até os protagonistas estão em má forma e um tanto forçados.  Ocorre que estes filmes, que começaram a reclamar seu espaço após o sucesso de “Harry Potter” e “O Senhor dos Anéis”, repetem muito os vícios de linguagem. É possível, em “John Carter – Entre dois mundos” prever a ação do herói em quase todas as passagens, suas reações e a nobreza de suas motivações. Isso mostra também a tentativa da equipe de manter a história e os personagens fiéis ao descrito por Borroughs.  John Carter é romantizado ao extremo, um homem com princípios e nobreza de atitudes. Hoje os personagens que mais ressoam no espectador são aqueles com defeitos mais aparentes, e que interagem com estes defeitos.

“John Carter – Entre dois Mundos” é um filme de nicho, para aqueles que gostam de ficções espaciais e efeitos digitais. Para os que não gostam tanto deste tipo de filme, vai ser difícil encontrar um ponto de interesse no filme, que tem capa de filme de ação, mas recheio de um romance açucarado.

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“John Carter”
(Eua, 2012. Direção: Andrew Stanton. Roteiro: Andrew Stanton, Mark Andrew. Elenco: Taylor Kitsch, Lynn Collins, Samantha Morton, Willem Dafoe, Thomas Haden Church, Mark Strong. Gênero: Ficção e Fantasia. Duração: 132 min)

Onde: Cinespaço Beiramar, sala 2
Quando: 15h30, 18h30, 21h20
Filme legendado

Crítica: Os Descendentes

Indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Diretor, Roteiro adaptado

blogbeiramar-The Descendants-Poster“Os Descendentes” começa com Matt King, interpretado por George Clooney, falando sobre os mau-entendidos causado pela fantasia do mundo em relação a quem é nativo do Havaí. Ele explica que não está o tempo todo pegando onda, ou no meio da natureza, ou realizando coisas idílicas, como dançar hula-hula ao nascer do sol. No momento em que ele conta o seu ponto de vista, ele está no hospital com a mulher em estado de coma. E o fato de estar no Havaí não deixa a situação mais fácil de lidar.

Seguem então revelações, assuntos não ditos, filhos em ponto de rebeldia. O que antes era algo com qual Matt King não despendia tempo, passa a ser de sua responsabilidade. As filhas são um exemplo: Scottie, a mais nova, está tendo problemas de relacionamento no colégio, sendo na maioria das vezes a agressora. E embora Matt perceba o problema, não sabe muito que fazer para colocar a situação no controle novamente.

Esse é o ponto de partida do arco dramático do personagem de Clooney. Abordando a situação como um momento na vida do personagem onde ele é obrigado a mudar suas ações para dar continuidade ao fluxo das suas obrigações, o diretor Alexander Payne (de “As confissões de Schmitd”, “Eleição” e “Sideways – Entre umas e outras”) mistura humor ao drama da vida de um ser comum.  O filme explica bem as confusões de sentimentos que nos deparamos em diversas situações. Não obstante o momento do personagem ser delicado, novas informações adicionam um caos na cabeça de Matt. Sentimentos antagônicos são colocados em uma mesma panela de pressão, com a diferença que a válvula de escape não está disponível.  E no fim, sair ileso de tudo isso é uma forma de transformação.

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Shailene Woodley, George Clooney, Barbara L. Southern e Robert Forster

George Clooney entrega um desempenho discreto, mas honesto. O filme, que ora se impõe como um drama leve, chega através da interpretação do ator a uma profundidade que é inesperada pelo espectador. Ao passar a entender o personagem, sente-se tristeza pelo o que está acontecendo com ele, a ponto de a melancolia atingir em cheio no quarto final do filme e dessa forma forçando compartilhar o que passa na tela dentro de si. É um filme simples, mas que envolve aos poucos o espectador e entrega uma experiência cinematográfica recompensadora.

Pode-se às vezes pensar que não é interessante assistir a um filme que mexe com os sentimentos desta forma. Mas está aqui uma das funções mais nobres da sétima arte: A película serve de laboratório seguro para entender os nossos sentimentos e nossa percepção em situações que evitamos ou não teríamos a oportunidade de passar de outra forma. É uma oportunidade de autoconhecimento, proporcionado somente pelos grandes contadores de história.

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“Os Descendentes”
(EUA, 2011. Direção: Alexander Payne. Roteiro: Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash. Elenco: George Clooney, Shailene Woodley, Amara Miller, Nick Krause, Beau Bridges, Robert Forster, Barbara L. Southern. Gênero: drama. Duração: 115min)

Onde: Cinespaço Beiramar Shopping, Sala 01
Quando: 14h, 16h30, 19h, 21h30
Filme Legendado

Lançamentos 27/01/2012

blogbeiramar - The-Descendants - posterNo último dia 24, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou os filmes que estão na disputa para o prêmio mais famoso do mundo. Estamos na temporada do Oscar, e esta semana tem estreia de dois filmes que estão no páreo. No seu segundo filme nesta temporada, George Clooney volta aos cinemas com “Os Descendentes”, de Alexander Payne. A película foi indicada ao prêmio de melhor filme, ator (George Clooney), diretor e roteiro adaptado.  O filme conta a história de um pai de família distante, que vê a dinâmica na sua casa mudar após sua esposa sofrer um acidente de barco.

Outro filme que estreia no Cinespaço Beiramar neste fim de semana é o iraniano “A Separação”, indicado na categoria de filme estrangeiro e roteiro original. Dirigido e escrito por Asghar Farhadi, a história fala de um casal que passa por uma crise, e por isso o marido chega à decisão de pedir o divórcio. Mas o problema cresce quando a sua solicitação não é aprovada.

blogbeiramar-J-Edgar-posterPor uma grande surpresa, um filme que deveria estar na lista divulgada pela Academia, mas que não entrou, foi “J.Edgar”, filme do grande Clint Eastwood com Leonardo DiCaprio. O filme foi produzido por uma equipe de primeira, um diretor inteligente e um ator que sempre surpreende e cada vez mais melhora suas atuações, mas que raramente é reconhecido pela Academia. A cinebiografia conta a história de John Edgar Hoover, primeiro diretor do FBI, responsável por melhorar a organização da agência federal de inteligência. Serviu a oitos presidentes, por um período de 37 anos. Em contraste com suas grandes conquistas profissionais, sua vida pessoal foi cheia de escândalos, e, no fim, destruiu sua reputação. O filme conta também com a atriz Naomi Watts.

Ainda nesta sexta estreia o filme “Precisamos falar sobre o Kevin”. O filme dirigido por Lynne Ramsay conta com Tilda Swinton e John C. Reilly. Tilda é Eva, uma mulher que vive com medo, por situações ocorridas quando ainda era casada com Franklin (John C. Relly). O casal teve dois filhos, Kevin e Lucy. A situação entre ela e o filho sempre foi tumultuada, e piorou à medida que o garoto crescia. Mesmo conhecendo seu filho bem, e apesar da relação problemática, Kevin toma uma atitude que surpreende a mãe, da pior maneira possível. O filme foi baseado no livro homônimo escrito por Lionel Shriver.

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Tilda Swinton em "Precisamos falar sobre o Kevin"

Amanhã tem a crítica de “Os Descendentes”. Aproveitem o fim de semana com muitos lançamentos no Cinespaço Beiramar.

Ciao!

Lançamentos Cinespaço Beiramar 20/01/2012

blogbeiramar-tintim-posterFim de semana com muitos lançamentos no Cinespaço Beiramar. Dessa vez, tem para todos os gostos: tem aventura com “Tintim – O segredo de Licorne”, ação com “Dois Coelhos”  e um documentário musical com “A música segundo Tom Jobim”.

Este último apresenta Tom Jobim a partir de sua própria música. O documentário descarta as palavras para levar o espectador a uma viagem sensorial pelo universo musical do maestro. Ora por sua voz, ora por interpretes, Jobim se faz presente sem maiores explicações. A compreensão se faz pelos sentidos, e isso basta para entender a importância do músico. O filme foi dirigido por Nelson Pereira dos Santos, que adaptou para o cinema a obra “Vidas Secas” de Graciliano Ramos em 1962. Um dos mais respeitados diretor da cinematografia brasileira.

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Tom Jobim

Outra produção brasileira que estreia nesta semana é “Dois Coelhos”.  O filme do estreante nos cinemas Afonso Poyart aborda a inconformidade de um sujeito com os criminosos comuns e os corruptos políticos. E, por isso, arma um plano para fazê-los ficar frente a frente, e assim dar fim aos problemas. Mas há mais por baixo da superfície da história e dos personagens e, aos poucos, o quebra-cabeça da trama revela que há muito a ser descoberto. Uma curiosidade sobre o filme é que o ministério da cultura classificou-o como um filme de… “sobrevivência”. O filme mal estreou e já abriu um novo gênero.

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Além dessas duas produções brasileiras, nesta semana abre o segundo filme de Steven Spielberg este ano, “Tintim – O Segredo de Licorne”. Depois de “Cavalo de Guerra”, que continua em cartaz, o diretor junta-se ao produtor Peter Jackson (o diretor de “O Senhor dos Anéis”) e volta com a adaptação para o cinema do personagem dos quadrinhos “Tintim”, do belga Hergé. No último domingo, o filme ganhou o Globo de Ouro de melhor animação. O prêmio é considerado uma prévia do Oscar, a mais famosa premiação do cinema mundial. A continuação desse filme já está agendada e será dirigida por Jackson, e produzido por Spielberg. Um exercício interessante de estilo que vale a pena conferir. Amanhã, tem a crítica completa do filme.

Ciao!

Crítica – Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras.

Blog Beiramar-sherlock-holmes-2-posterMais uma vez, Robert Downey Jr é a alma de um filme. Em “Sherlock Holmes – O Jogo das Sombras”, a amizade dele com o “caro Watson”, interpretado por Jude Law é o grande atrativo do filme, com dois excelentes atores defendendo seus papéis. Ainda assim, o filme conta com boas cenas de ação e bons efeitos, e uma história que cresce ao longo do filme e encontra o ponto de equilíbrio no desfecho da trama.

O ano é 1891. Sherlock Holmes está em caminhando para uma possível loucura quando reencontra seu amigo Watson. O médico está preste a se casar, o que mexe com Holmes, pois sinaliza com o fim da parceria. Até que o príncipe da Austria é encontrado morto. O detetive Lestrade aponta para suicídio como causa da morte, mas Holmes desconfia que foi um assassinato, parte de um plano muito maior do professor Moriarty.  A investigação passa pela Inglaterra, França, Alemanha e Suíça atrás do rastro do professor. Mas Moriarty é tão astuto quanto Holmes, de forma que a investigação vira uma disputa de inteligência entre os dois personagens. Se os planos do professor funcionar, a história mundial terá seus rumos alterados, e pra pior.

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Jude Law, Noomi Rapace e Robert Downey Jr

Guy Ritchie, diretor do filme anterior, retorna mais seguro neste. Seu estilo de edição é aproveitado ao máximo, principalmente quando demonstra o raciocínio de Holmes. Essa é uma característica original do personagem, criado por Sir Arthur Conan Doyle. Sherlock Holmes desenvolve suas teorias através do método científico e dedução. Ele é um personagem de inteligência impar, e por isso o embate entre ele e o professor Moriarty é tão divertido. Não se sabe quem é o melhor.

Outro ponto positivo no filme é a dinâmica entre os personagens de Downey Jr e Jude Law. Por mais que eles se desentendam, a amizade é visível e bastante honesta. As brigas são feias, como duas pessoas com total liberdade brigariam. Mas a confiança entre eles nunca fica estremecida, e pela interpretação de qualidade dos dois atores, é visível o vinculo entre os dois.

Os efeitos especiais do filme são bem feitos, e as cenas de ação bem coreografadas. Holmes luta bem ao gosto das platéias atuais, ainda que essa seja uma das características original do personagem.  O ritmo do filme cresce e chega ao fim salvando as partes mais lentas da história.  Além disso, o gancho no final avisa: vem mais aventura do detetive inglês por ai.

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Sherlock Holmes e Watson

Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras
(EUA, 2011. Direção: Guy Ritchie. Roteiristas: Michele Mulroney e Kieran Mulroney. Elenco: Robert Downey Jr, Jude Law, Noomi Rapace, Rachel McAdams, Jared Harris, Stephen Fry. Gênero: Ação. Duração: 129 min)

Onde: Cinespaço Beiramar, Sala 01
Quando: 13h50 – 16h20 – 18h50 – 21h20
Filme legendado